Há vícios de nutrição
da alma, tanto quanto existem na alimentação_do_corpo. O alimento do
coração, para ser efetivo na vida eterna, há de basear-se nas
realidades simples do caminho evolutivo. O alimento da alma para fixar-se, em definitivo, reclama o coração sinceramente interessado
nas verdades divinas.
Quando um homem se coloca nessa posição íntima, fortifica-se_realmente_para_a_sublimação, porque reconhece tanto material de trabalho digno, em torno dos próprios passos, que qualquer sensação transitória, para ele, passa a localizar-se nos últimos degraus do caminho
[119 - Item 134] - Emmanuel
Não falta alimento do céu às criaturas. Se alguns espíritos se declaram descrentes da Paternidade de Deus, é que se encontram incapazes ou enfermos pelas ruínas interiores a que se entregaram.
[119 - Item 124] - Emmanuel
Alimentação
dos desencarnados
Encarecendo a importância da respiração no sustento do corpo_espiritual,
basta lembrar a hematose no corpo físico, pela qual o intercâmbio gasoso se efetua com segurança,
através dos alvéolos, nos quais os gases se transferem do meio exterior para o
meio interno e vice-versa, atendendo à assimilação e desassimilação de
variadas atividades químicas no campo orgânico.
O oxigênio que alcança os tecidos entra em combinação com determinados
elementos, dando, em resultado, o anidrido carbônico e a água, com produção
de energia destinada à manutenção das províncias_somáticas.
Estudando a respiração celular, encontraremos, junto aos próprios arraiais da
ciência humana, problemas somente equacionáveis com a ingerência automática
do corpo espiritual nas funções do veículo_físico,
porque os fenômenos que lhe são conseqüentes se graduam em tantas fases
diversas que o fisiologista, sem noções do Espírito, aborda-los-á sempre com
a perplexidade de quem atinge o insolúvel.
(Ver: Perispírito do enfermo)
Sabemos que para a subsistência do corpo físico é imprescindível a constante
permuta de substâncias, com incessante transformação de energia.
Substância e energia se conjugam para fornecer ao carro_fisiológico os recursos necessários ao crescimento ou à reparação do contínuo
desgaste, produzindo a força indispensável à existência e os
recursos reguladores do metabolismo.
O alimento_comum_ao_corpo_carnal experimenta, de início, a digestão, pela qual os
elementos coloidais indifusíveis se transubstanciam em elementos cristalóides
difusíveis, convertendo-se ainda as matérias complexas em matérias mais simples,
acessíveis à absorção, a que se sucede a circulação dos valores
nutrientes, suscetíveis de aproveitamento pelos tecidos, seja em regime de
aplicação imediata, seja no de reserva, destinando-se os resíduos à expulsão
natural.
A ciência_terrena não desconhece que o metabolismo guarda a tendência de
manter-se em estabilidade constante, tanto assim que, reconhecidamente, a
despesa de oxigênio e o teor de glicemia em jejum revelam quase nenhuma diferença
de dia para dia.
É que o corpo espiritual, comandando o corpo físico, sana
espontaneamente, quando harmonizado em suas próprias funções, todos os
desequilíbrios acidentais nos processos metabólicos, presidindo as reações
do campo nutritivo comum.
Não ignoramos, desse modo, que desde a experiência carnal o homem se alimenta
muito mais pela respiração, colhendo o alimento
de volume simplesmente como recurso complementar de fornecimento plástico e
energético, para o setor das calorias necessárias à massa corpórea e à
distribuição dos potenciais de força nos variados departamentos orgânicos.
Abandonado o envoltório_físico na desencarnação,
se o psicossoma está
profundamente arraigado às sensações_terrestres, sobrevém ao Espírito a
necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é
familiar, e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no
auto-reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose_psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo_vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove
a obsessão espetacular.
Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos
pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual,
onde encontram alimentação
semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções
adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos
a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie
o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo_espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos
sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório_da_Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.
Essa alimentação_psíquica, por intermédio das projeções magnéticas
trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante que o nutricionista
do mundo possa imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica
e mental da personalidade. Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e
receber amor para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.
(Ver: Afeto)
De qualquer modo, porém, o corpo espiritual com alguma provisão de substância
específica ou simplesmente sem ela, quando já consiga valer-se apenas da difusão
cutânea para refazer seus potenciais energéticos, conta com os processos da
assimilação e da desassimilação dos recursos que lhe são peculiares, não
prescindindo do trabalho de exsudação dos resíduos, pela epiderme ou pelos emunctórios normais, compreendendo-se, no entanto, que pela harmonia de nível,
nas operações nutritivas, e pela essencialização dos elementos absorvidos, não existem para o veículo_psicossomático determinados excessos e inconveniências dos sólidos
e líquidos da excreta comum.
[56
- página 161] - Uberaba-MG,
16/4/1958
- André Luiz |
AMOR, ALIMENTO DAS ALMAS
Terminada a oração, chamou-nos à mesa a dona da casa, servindo
caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados
de fluidos deliciosos, e observou a Sra Laura:
- Nossas refeições aqui são muito mais agradáveis que na Terra. Há residências, em "Nosso Lar", que as dispensam quase por
completo; mas, nas zonas do Ministério do Auxílio, não podemos prescindir
dos concentrados fluídicos, tendo em vista os serviços pesados que as
circunstâncias impõem. Despendemos grande quantidade de energias. É
necessário renovar provisões de força.
- Isso, porém - ponderou uma das jovens -, não quer dizer que
somente nós, os funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a
depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina,
não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial.
- Na Comunicação e
no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos.
- Na Elevação o consumo
de sucos e concentrados não é reduzido, e,
- na União Divina, os fenômenos de alimentação
atingem o inimaginável.
- Explicou a Sra Laura: Nosso irmão, André Luiz, talvez ainda ignore que o maior sustentáculo das
criaturas é justamente o amor. De quando em quando, recebemos em "Nosso Lar" grandes comissões de instrutores, que ministram
ensinamentos relativos à nutrição espiritual. Todo sistema de alimentação,
nas variadas esferas da vida, tem no amor a base profunda. O alimento
físico, mesmo aqui, propriamente considerado, é simples problema de
materialidade transitória, como no caso dos veículos terrestres,
necessitados de colaboração da graxa e do óleo. A alma, em si, apenas se
nutre de amor. Quanto mais nos elevarmos no plano evolutivo da Criação,
mais extensamente conheceremos essa verdade. Não lhe parece que o amor
divino seja o cibo do Universo?
- Lísias interveio: Tudo se equilibra no amor infinito de Deus, e, quanto mais evolvido o
ser criado, mais sutil o processo de alimentação.
- O verme, no subsolo do
planeta, nutre-se essencialmente de terra.
- O grande animal colhe na planta
os elementos de manutenção, a exemplo da criança sugando o seio
materno.
- O homem colhe o fruto do vegetal, transforma-o segundo a
exigência do paladar que lhe é próprio, e serve-se dele à mesa do lar.
- Nós
outros, criaturas desencarnadas, necessitamos de substâncias suculentas,
tendentes à condição fluídica, e o processo será cada vez mais delicado, à
medida que se intensifique a ascensão individual.
- Não esqueçamos, todavia, a questão dos veículos, porque, no fundo, o verme, o animal, o homem e nós,
dependemos absolutamente do amor. Todos nos movemos nele e sem ele
não teríamos existência.
- Não se lembra do ensino evangélico do "amai-vos uns aos outros"? -
prosseguiu a mãe de Lísias atenciosa - Jesus não preceituou esses
princípios objetivando tão-somente os casos de caridade, nos quais todos
aprenderemos, mais dia menos dia, que a prática do bem constitui simples
dever. Aconselhava-nos, igualmente, a nos alimentarmos uns aos outros, no
campo da fraternidade e da simpatia. O homem encarnado saberá, mais
tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a
confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal - patrimônios
que se derivam naturalmente do amor profundo - constituem sólidos
alimentos para a vida em si. Reencarnados na Terra, experimentamos
grandes limitações; voltando para cá, entretanto, reconhecemos que toda a
estabilidade da alegria é problema de alimentação puramente espiritual.
Formam-se lares, vilas, cidades e nações em obediência a imperativos tais.
- A Sra laura sentenciou: E ninguém diga que o fenômeno é simplesmente sexual. O sexo é
manifestação sagrada desse amor universal e divino, mas é apenas uma
expressão isolada do potencial infinito. Entre os casais mais
espiritualizados, o carinho e a confiança, a dedicação e o entendimento
mútuos permanecem muito acima da união física, reduzida, entre eles, a
realização transitória. A permuta magnética é o fator que estabelece ritmo
necessário à
manifestação da harmonia. Para que se alimente a ventura, basta a presença
e, às vezes, apenas a compreensão.
- Judite acrescentou: Aprendemos em "Nosso Lar" que a vida terrestre se equilibra no
amor, sem que a maior parte dos homens se aperceba. Almas_gêmeas,
almas irmãs, almas afins, constituem pares e grupos numerosos. Unindo-se
umas às outras, amparando-se mutuamente, conseguem equilíbrio no plano
de redenção. Quando, porém, faltam companheiros, a criatura menos forte
costuma sucumbir em meio da jornada.
- A Sra Laura explicou: Os laços afetivos,
aqui, são mais belos e mais fortes. O amor, meu amigo, é o pão divino das
almas, o pábulo sublime dos corações.
[32 - Capítulo 18 - páginas 100/104] - André Luiz
|
O homem_encarnado recebe mais de setenta por cento da alimentação comum através
de princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios. As substâncias
cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração. Ora, os nossos Irmãos do plano
espiritual, viciados nas sensações fisiológicas, encontram nos elementos
desintegrados o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório
carnal.
[16a
- página 119] André Luiz
ALIMENTAÇÃO DE ESPÍRITOS INFERIORES
Personagens do texto abaixo:
| Alexandre. |
Espírito orientador de André Luiz, no plano espiritual. |
| André Luiz. |
Espírito que ditou o
texto abaixo, por intermédio do médium Chico
Xavier. |
|
...Minha surpresa não tinha limites, porque observei a atitude de
vigilância assumida pelo meu orientador, que penetrou firmemente a larga
porta de entrada. Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era
dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de
esforço espiritual. Seguindo Alexandre
de muito perto, via numerosos grupos de entidades francamente
inferiores que se alojavam aqui e ali. Diante do local em que se
processava a matança dos bovinos, percebi um quadro estarrecedor.
Grande número de desencarnados, em lastimáveis condições, atiravam-se
aos borbotões de sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em
sede devoradora...
Alexandre percebem o assombro doloroso que se apossara de mim e
esclareceu-me com serenidade:
— Está observando, André? Estes infelizes irmãos que nos não podem
ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão
sugando as forças_do_plasma_sangüíneo_dos_animais. São famintos que
causam piedade.
Poucas vezes, em toda a vida, eu experimentara tamanha repugnância. As
cenas mais tristes das zonas inferiores que, até ali, pudera observar, não
me haviam impressionado com tamanho amargor.
Desencarnados à procura de
alimentos daquela espécie? Matadouro cheio de entidades perversas? Que
significava tudo aquilo? Lembrei meus reduzidos estudos de História,
remontando-me à época em que as gerações primitivas ofereciam aos
supostos deuses o sangue de touros e cabritos. Estaria ali, naquele quadro
horripilante, a representação antiga dos sacrifícios
em altares de pedra? Deixei que as primeiras impressões me incandescessem
o cérebro, a ponto de sentir, como noutro tempo, que minhas ideias
vagueavam em turbilhão.
Alexandre, contudo, solícito como sempre, acercou-se mais
carinhosamente de mim e explicou:
— Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e
venha para o campo largo da justificação. Não visitamos, nós ambos, na_esfera_da_Crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu
antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança
dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da
cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados,
tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos, cujo sangue
fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais. Sem dúvida, o quadro
é lastimável; não nos compete, porém, lavrar as condenações. Cada
coisa, cada ser, cada alma, permanece no processo evolutivo que lhe é próprio.
E se já passamos pelas estações inferiores, compreendendo como é difícil
a melhoria no plano de elevação, devemos guardar a disposição legítima
de auxiliar sempre, mobilizando as melhores possibilidades ao nosso
alcance, a serviço do próximo.
[16a
- página 125]
- André Luiz 
- Na Terra quase ninguém cogita seriamente de conhecer a
importância da água.
- Em "Nosso Lar", contudo, outros são os
conhecimentos.
Nos círculos religiosos do planeta, ensinam que o Senhor
criou as águas. Ora, é lógico que todo serviço criado precisa de energias e
braços para ser convenientemente mantido. Nesta cidade espiritual,
aprendemos a agradecer ao Pai e aos seus divinos colaboradores
semelhante dádiva. Conhecendo-a mais intimamente, sabemos que a água é
veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza.
- Aqui, ela é
empregada sobretudo como alimento e remédio.
- Há repartições no
Ministério do Auxílio absolutamente consagradas à manipulação de água
pura, com certos princípios suscetíveis de serem captados na
luz do Sol e no magnetismo espiritual.
- Na maioria das regiões da extensa
colônia, o sistema de alimentação tem aí suas bases.
Acontece, porém, que
só os Ministros da União Divina são detentores do maior padrão de
Espiritualidade Superior, entre nós, cabendo-lhes a magnetização_geral_das_águas do Rio Azul, a fim de que sirvam a todos os habitantes de "Nosso
Lar", com a pureza imprescindível. Fazem eles o serviço inicial de limpeza e
os institutos realizam trabalhos específicos, no suprimento de substâncias
alimentares e curativas. Quando os diversos fios da corrente se reúnem de
novo, no ponto longínquo, oposto a este bosque, ausenta-se o rio de nossa
zona, conduzindo em seu seio nossas qualidades espirituais.
[32 - páginas 61/62] - André Luiz
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