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Jesus e as Tradições Judaicas
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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Eu estava lá! Senti as pedras quentes debaixo de minhas sandálias e o sol sobre minha cabeça. Eu discuti com os Fariseus, suportei as suas risadas e piadas com certo divertimento e observei-os enquanto ensinavam de maneira dogmática uma forma de vida opressiva, de contínua obediência às tradições sem valor relacionadas a comer e beber, as quais eram totalmente desnecessárias!

Eu estava lá! Às vezes, meu divertimento acende uma faísca de travessura em minha mente e faço com os Fariseus o mesmo tipo de piada analítica pelos seus hábitos pessoais, suas roupas pomposas e suas leis, assim como eles fizeram comigo e com os meus ensinamentos. "É um tolo", disseram aos gritos ridicularizando a minha afirmação de que "O_Reino_de_Deus está em você". "Diga-nos — como pode 'Deus' estar dentro de uma pessoa?", — gritaram ironicamente.

Usando uma chuva de argumentos pejorativos, invocaram os profetas e compararam seus conceitos do Todo Poderoso Jeová com as minhas descrições do "Pai" simples "que se importava até com os pássaros". Como poderia ser isso, perguntavam, se as aves eram sacrificadas regularmente no Templo para pagar os pecados dos homens? Moisés teria estabelecido tais práticas sagradas de sacrifícios com o fogo, se as aves e os animais tivessem alguma importância aos olhos do Todo Poderoso?

Eu ficava impassível diante de seus ataques verbais. Eles só tinham a convicção da tradição Judaica para apoiar as suas afirmações — enquanto minha mente havia sido impregnada com o verdadeiro conhecimento da existência em si, durante as minhas experiências_iluminadas_no_deserto. Foi-me dada a compreensão da universalidade e da BOA VONTADE criadora do "Pai" que me permitiu perceber e fazer coisas que nenhum Sumo Sacerdote, Fariseu, Saduceu ou Escriba jamais poderia fazer.

Uma vez que eu compreendia a natureza de nossa FONTE_do_SER, poderia com confiança impor as mãos sobre um homem paralítico e levantá-lo, restituindo a sua plena saúde. Quem poderia comparar esses conhecimentos com as ridículas leis tradicionais dos Sacerdotes? Os Sacerdotes, os Fariseus e todo o resto desses religiosos embusteiros sabiam que nenhum deles poderia fazer tais coisas e, por essa razão, odiaram-me quando desafiei sua autoridade, detestaram-me pela minha força diante da oposição e insultaram-me por atrair as multidões quando alguma cura era feita e ninguém poderia negar.

Aí estava, em plena luz do dia para que todos púdessem ver, um ato de amor que os Sacerdotes asseguravam que somente Deus poderia fazer — portanto eu deveria ser filho de Satanás! E ainda mais, não viam a cura como um ato de amor, mas como uma inexplicável blasfêmia e usurpação do papel "de Deus". Acusaram-me de "vangloriar-me" dos meus poderes mágicos, mas não podiam dizer-me como eu havia adquirido tais poderes e, portanto, decidiram que eu deveria ser um filho de Belzebu.

Agora que expliquei a situação, deve ficar claro para você que lê estas palavras — como era claro para mim naquele momento na Palestina — que a hierarquia inteira do Judaísmo era composta por homens autocentrados, confusos e cheios de autoimportância que viveram unicamente de acordo com as normas e leis. Quando desafiados a usar suas mentes e seus cérebros, não puderam lidar com isso e caíram em espasmos emocionais de virulenta indignação. Era de se espantar que no momento em que fui levado ao conselho, mantivesse a tranquilidade e me negasse a comunicar com mentes tão obtusas?

Sim, realmente estive ali na Palestina, há dois mil anos. Vivi entre os homens e mulheres simples que haviam sido ensinados a temer Jeová de uma maneira muito real e que estavam obcecados com o pagamento dos sacrifícios na fogueira, para afastarem o castigo imposto pelos seus pecados. Eu fui criado e doutrinado no medo de Jeová, — mas havia nascido para despertar os Judeus do seu longo sono de mitos e falácias — para livrá-los de sua opressiva história de guerras e derramamento de sangue, de disputas e discussões, da exigência de uma cabeça pela perda de um olho, do esconder e varrer para baixo do tapete os pecados que não tinham importância se não fossem descobertos. E se fossem descobertos, então todo o peso da Lei_Mosaica cairia sobre a cabeça do pecador sem compaixão ou misericórdia, nem sequer um pensamento hesitante sobre as verdadeiras circunstâncias que envolviam a transgressão.

Como eu havia nascido com a missão de abrir as mentes e os corações dos Judeus à Realidade que deu a eles a vida e o ser, desde pequeno rejeitei os ensinamentos Judaicos. Algo profundo e secreto do meu instinto espiritual rebelava-se contra a antiquíssima intenção Judaica de deixar que outro ser vivo carregasse a responsabilidade e "pagasse o preço" pela sua própria teimosia e pecado. Mais do que isso, eu não podia aceitar que um "Deus", que supostamente havia criado tal mundo maravilhoso, se alegras-se com o sacrifício pelo fogo de parte de sua própria criação, a qual ele provia abundantemente. Era-me impossível ter respeito por tais crenças e práticas sem lógica. Depois da iluminação no deserto, cresceu apaixonadamente minha rejeição às tradições Judaicas.

[ CARTAS DE CRISTO > Carta 9 ]

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