Correspondências cruzadas
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____Os ingleses as denominam cross-correspondences, isto é, correspondências cruzadas, mas o termo que melhor lhes caberia, como propôs Flournoy, é o de mensagens complementares. São comunicações obtidas pela escrita_automática de médiuns diferentes. Cada uma delas se apresenta cheia de lacunas, quase sempre ininteligíveis quando isoladamente apreciadas, mas, quando conjugadas, o sentido aparece de modo perfeito, pois de modo admirável se completam como as peças reunidas de um jogo de paciência. Os médiuns não tem, é claro, qualquer comunicação entre si, muitas vezes habitam cidades diferentes e nem se conhecem. De resto, as mensagens quase sempre são entregues ao mesmo tempo.
____“O fim desses esforços engenhosos e complicados – diz Oliver_Lodge – é evidentemente o de provar que esses fenômenos são obra de inteligências bem definidas, distintas da de qualquer um dos autômatos. A transmissão por fragmentos de uma mensagem ou de um trecho literário ininteligíveis para cada um dos escreventes, tomada insuladamente exclui a possibilidade de uma comunicação telepática entre estes.”
____Era opinião de Myers que os desencarnados cada vez mais se esforçam para aperfeiçoar as provas de sobrevivência. Também quando ele morreu, em janeiro de 1901, as provas foram esperadas com real impaciência.
____Acharam-nas sob a forma de mensagens complementares emitidas por notáveis médiuns automáticos ingleses, tais como as Sras:

  • Thompson,
  • Forbes,
  • Holland
  • e Verrall.

____Casos de mensagens complementares enchem os relatórios da S.P.R. inglesa. Chegam a pôr em ação a atividade de sete médiuns entre os quais a Sra._Piper. Complicam também a natureza das comunicações, tiradas da literatura antiga, pela sutileza das alusões e pelo embaralhamento. Só um longo estudo permite reconstituir esse jogo de paciência literário e perceber a intenção que presidiu à sua reunião.”

[105 - página 204] - Ernesto Bozzano

O livro EVOLUçãO EM DOIS MUNDOS pode ser citado como um exemplo de correspondências cruzadas, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ditado pelo Espírito André Luiz

A convite de André Luiz, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de domingos e quartas-feiras, respectivamente nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba, Estado de Minas gerais, em 1958.

As páginas psicografadas por um e outro podem ser identificadas pela data característica de cada texto.

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